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A jaula da vida

Antes da primeira garfada, Já me sinto cheio do não recheio. Uma multidão destabocada, Muitas vozes e, me aperreio. A fruta já perdeu o seu dulçor E de doce basta o café do Gullar Hoje de cardápio, bastante amargor E aos poucos a perda do ar! A cor na água voltou, Mas não imite Sócrates em tudo, rejeita! Depois que tomou nunca mais retornou. Quer saber, faça o que quiser, a moira espreita. Depois de tanto destrato, antes de ir, Um papel branco deixa a boca imaculada Tudo isso no Devir, Antes da última garfada!                                       
Cotidiano Sensivel  O tempo antes do contratempo Da mecânica do dia Entre o sono e a vigília O tempo em que contemplo A mecânica dos dias Entre a vigília e o sono O templo de fuga do tempo Das mecânicas do dia Dentro o sono há vigília Tempo tempo tempo tempo Das mecânicas dos dias Durante a vigília, o sono Tendo templos, tento o tempo Desmecanizando os dias