A jaula da vida
Antes da primeira garfada, Já me sinto cheio do não recheio. Uma multidão destabocada, Muitas vozes e, me aperreio. A fruta já perdeu o seu dulçor E de doce basta o café do Gullar Hoje de cardápio, bastante amargor E aos poucos a perda do ar! A cor na água voltou, Mas não imite Sócrates em tudo, rejeita! Depois que tomou nunca mais retornou. Quer saber, faça o que quiser, a moira espreita. Depois de tanto destrato, antes de ir, Um papel branco deixa a boca imaculada Tudo isso no Devir, Antes da última garfada!